Posted by: Sestércio | 29 Abril, 2008

A moda dos híbridos e a gestão escolar

Aproveitando a novidade tecnológica dos motores híbridos, o Ministério da Educação inventou o modelo híbrido para seleccionar / eleger o director de escola. Criou um ser de um hibridismo impressionante, idêntico ao descrito por Horácio nos primeiros versos da Epístola aos Pisões: a uma cabeça de homem juntou um pescoço de cavalo, a membros de animais juntou penas e, como resultado, aquilo que fora uma bela mulher apresenta-se como um negro e torpe peixe.

De facto, o DL 75/2008 propõe um modelo estapafúrdio: primeiro os candidatos apresentam-se a concurso (Art.º 22); depois há uma eleição no Conselho Geral (Art.º 23).

Se a ideia é eleger o director, para quê o procedimento concursal? Se, por outro lado, a ideia é instituir um concurso rigoroso e translúcido para quê a eleição?

Um bombom a quem souber a resposta…

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