Diria que não seria necessário estudo para tirar estas conclusões publicadas pelo DN, mas ainda bem que foi feito e por uma entidade externa, uma ONG britânica.
Quatro factores mais à vista, mas podiam ser quarenta:
- fraca qualidade dos governantes e dos políticos em geral (alguém esquece promessas engavetadas ou erros clamorosos, como o “jamais” de Mário Lino, o encerramento cego de urgências ou o modelo de avaliação de professores persistentemente defendido pela ministra e seus secretários?);
- atroz funcionamento partidário (com o caciquismo, o oportunismo, o nepotismo, o alpinismo e outros ismos);
- fraca intervenção dos cidadãos (e aqui me penitencio pela minha), restringida a um voto de quatro em quatro anos (e quando calha);
- péssima resposta da justiça que dá sistematicamente sinais errados de impunidade completa para aqueles que detêm um pouco de poder.
E assim vamos sobrevivendo em Portugal.
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