Há em Coimbra, como houve em outros concelhos, um movimento de mudança de alunos de escolas EB1 para as sedes de agrupamento, escolas EB2,3.
Primeiro fecharam-se escolas a esmo, mudaram-se alunos para escolas iguais (ou piores) do que as originais. Agora constroem-se centros escolares ou, como em Coimbra, vai tudo para as EB2,3. Quando não há espaço, planta-se mais um contentor.
Sou só eu a ver que todo este processo de reforma do primeiro ciclo está ao contrário, de pernas para o ar?
Em regra, as escolas EB2,3 têm melhores instalações, mas as preocupações dos pais e do bloco de esquerda de Coimbra fazem sentido. Misturam-se os alunos de 6 anos com os de 15, sem mais? Não há reforço de pessoal auxiliar, não há criação de espaços próprios, não vai haver preparação das escolas?
E a investigação: há alguma reflexão sobre este processo? Existem EBI desde a década de 90, há algum balanço feito? É positivo haver esta integração do ensino básico numa só escola?
O que para mim é inaceitável. como pai e cidadão, é que estas decisões sejam conjunturais, não fundamentadas, não preparadas, pensadas exclusivamente por motivos economicistas e quase sempre de pernas para o ar.

