Foi divulgada uma notícia sobre a posição dos autores desta música em que, alegadamente, os mesmos referiam que aquela não tem qualquer relação directa com o nosso primeiro ministro. A serem verdadeiras tais declarações, devo confessar que, sendo admiradora da postura reflexiva, crítica e problematizadora que os “Xutos e Pontapés”, através da sua música, têm manifestado, fiquei algo indignada, para não dizer desiludida, com as alegadas declarações. Parece-me que mesmo que a intenção fosse atingir directa e particularmente o Sr. Primeiro Ministro e/ou os políticos, em geral, porque não o assumir?! Parece-me que a actividade reflexiva exige distanciamento, pois só assim pode dar lugar à crítica. Esta, por sua vez, deve ser um exercício do pensamento, livre de quaisquer constrangimentos, inclusivamente, os de natureza ideológico-política. Portanto, o que interessa quando intervimos criticamente, não é se o objecto da crítica é o Sr. Primeiro Ministro, na pessoa do Engenheiro (?) José Sócrates, que é PS, ou se é outro de um qualquer partido. O que está em causa é questionarmos se a acção governativa está ou não a legitimar os princípios que lhe são inerentes. No caso de não o estar a realizar, mesmo os que se identifiquem com essa ideologia política, têm legitimidade moral para colocar em causa e exigir mudança.
Suponho que, mais do que uma postura ideológico-política, trata-se de uma exigência ética, partindo do princípio de que Política e Ética devem andar de mãos dadas.
Ou será que os que pensam assim (e sabendo que somos muitos…), não pertencem a este Planeta?!
Já agora (se ainda tiverem paciência para ler este longo comentário), apenas um recado para os “Xutos”: continuem, através da vossa arte, a colocar essa “carga pronta nos contentores” que nós nos encarregaremos de os mandar para um lugar onde não causem danos à Humanidade!!!!
Corrigenda: por lapso, na primeira frase do meu comentário, escrevi o termo “Primeiro-Ministro” em minúsculas. Pelo facto, as minhas desculpas.
Ana Batalha
Foi divulgada uma notícia sobre a posição dos autores desta música em que, alegadamente, os mesmos referiam que aquela não tem qualquer relação directa com o nosso primeiro ministro. A serem verdadeiras tais declarações, devo confessar que, sendo admiradora da postura reflexiva, crítica e problematizadora que os “Xutos e Pontapés”, através da sua música, têm manifestado, fiquei algo indignada, para não dizer desiludida, com as alegadas declarações. Parece-me que mesmo que a intenção fosse atingir directa e particularmente o Sr. Primeiro Ministro e/ou os políticos, em geral, porque não o assumir?! Parece-me que a actividade reflexiva exige distanciamento, pois só assim pode dar lugar à crítica. Esta, por sua vez, deve ser um exercício do pensamento, livre de quaisquer constrangimentos, inclusivamente, os de natureza ideológico-política. Portanto, o que interessa quando intervimos criticamente, não é se o objecto da crítica é o Sr. Primeiro Ministro, na pessoa do Engenheiro (?) José Sócrates, que é PS, ou se é outro de um qualquer partido. O que está em causa é questionarmos se a acção governativa está ou não a legitimar os princípios que lhe são inerentes. No caso de não o estar a realizar, mesmo os que se identifiquem com essa ideologia política, têm legitimidade moral para colocar em causa e exigir mudança.
Suponho que, mais do que uma postura ideológico-política, trata-se de uma exigência ética, partindo do princípio de que Política e Ética devem andar de mãos dadas.
Ou será que os que pensam assim (e sabendo que somos muitos…), não pertencem a este Planeta?!
Já agora (se ainda tiverem paciência para ler este longo comentário), apenas um recado para os “Xutos”: continuem, através da vossa arte, a colocar essa “carga pronta nos contentores” que nós nos encarregaremos de os mandar para um lugar onde não causem danos à Humanidade!!!!
Ana Batalha
Por: Ana Batalha em 18 Abril, 2009
às 15:35
Corrigenda: por lapso, na primeira frase do meu comentário, escrevi o termo “Primeiro-Ministro” em minúsculas. Pelo facto, as minhas desculpas.
Ana Batalha
Por: Ana Batalha em 18 Abril, 2009
às 15:40