Publicado por: Sestércio | 4 Julho, 2009

Estudos tipo OCDE

Uma comitiva do Parlamento Europeu a convite de Sócrates e da sua Ministra Lurdinhas, visitam uma escola modelo no nosso país maravilha. Numa sala da primária cheia de jornalistas a ensaiada professora com ambição a uma futura boa colocação, pergunta aos alunos:

- Onde temos a melhor escola?
- Aqui em Portugal. – Respondem todos.
- Onde temos o Magalhães, o melhor portátil do mundo?
- Em Portugal. – Respondem.
- E onde há os melhores recreios da Europa?
- Aqui em Portugal. – Respondem mais uma vez.
- E onde existem as melhores cantinas, que servem as melhores sobremesas?
- Na nossa Escola, aqui em Portugal!
A professora ainda insaciada, continua:
- Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?
- Em Portugal! – Respondem os alunos com a lição bem estudada.
Os tradutores lá iam informando a comitiva estrangeira que abanava a
cabeça, cépticos.

Nisto uma garota no fundo da sala começa a chorar baixinho.
Com as televisões em directo, Sócrates, para impressionar convidados e
jornalistas, pondo-se a jeito para as câmaras, resolve acudir à menina
perguntando-lhe:
- Que tens,minha Menina?
Resposta imediata da menina, soluçando:
QUERO IR PARA PORTUGAL!!!!!!!!

Publicado por: Sestércio | 4 Julho, 2009

O grande estudo

Era preciso um estudo para tirar concluir isto? Dessem-me papel e caneta e em menos de 5 minutos eu apresentaria as mesmas conclusões.

Os políticos, em geral, são maus, desde os de topo, até aos regionais e locais. Apesar da menor visibilidade, parece que quanto mais abaixo pior.

Claro que haverá quem se surpreenda: aqueles que andam alucinados, fora da realidade, a pensar que vivemos num país das maravilhas. Aqueles que continuam a beneficiar de privilégios imorais, pagos por todos. Aqueles que continuam a tomar decisões que comprometem o futuro e a sorrir para as câmaras falando em modernidade.

Portugueses sentem-se traídos pelos políticos

Inquérito da SEDES conclui que maioria dos eleitores não confia no Poder

00h49m

ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

Os portugueses estão descrentes. Sentem que os eleitos não atendem às suas expectativas. Esta percepção e a de que a Justiça não funciona contribuem para a sua ideia de que a qualidade da democracia é baixa.

Que os portugueses são dos cidadãos europeus mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático já se sabia desde finais dos anos 80 através de estudos que o confirmam. O que está por detrás dessa insatisfação é algo que só mais recentemente tem vindo a ser explorado.

Publicado por: Sestércio | 30 Junho, 2009

Portugal, país para embasbacar

Portugal retratado por Miguel Sousa Tavares, excelente texto.

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito
cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis.
Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio.
Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na
poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. – respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos…
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não ‘pendula’; e, quando ‘pendula’, enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de ‘modernidade’ foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos…
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa… e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a
fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a
auto-estrada está deserta…
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína – aliás, já admitida pelo Governo – porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo…
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela
pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada…
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar – ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o
perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
Miguel Sousa Tavares

Publicado por: Sestércio | 28 Junho, 2009

Eu quero um BMW

Publicado por: Sestércio | 22 Junho, 2009

Penalizar o trabalho

Parece que há alunos (os mais espertalhões) que já perceberam uma realidade: beneficiam se anularem a matrícula nas disciplinas sujeitas a exame e realizarem o exame como autopropostos. Quando os papás dos restantes alunos se aperceberem disso, vai ser curioso…

Um aluno que andou a penar dois ou três anos a esforçar-se para fazer uma disciplina corre o risco de ser ultrapassado por um que chumbou no décimo e nunca mais quis saber. Este prepara-se para o exame, aproveita a facilidade que impera, tira uma boa nota e é com ela que faz a disciplina. O outro que se esforça sempre, vai ao exame, tira boa nota mas a classificação interna da disciplina puxa a nota para baixo…

No ano anterior, todos os alunos que frequentaram a Matemática durante três anos foram prejudicados dado que as notas dos exames foram muito superiores às notas internas. Isso vai acontecer novamente, pelo que se vai concluíndo da observação do grau de dificuldade dos exames deste ano.

Média do exame do 12.º ano subiu seis valores em dois anos, o que motivou mais alunos a inscrever-se directamente na prova

Este ano houve mais alunos do 12.º ano a cancelar a matrícula em matemática e a propor-se directamente para exame. Uma consequência da “subida de seis valores da média de notas nos últimos dois anos”, diz Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. “Muitos alunos cancelaram a matrícula porque estão convencidos que vão ter melhores notas”. Estão inscritos 56 925 alunos nas provas de matemática A e B, que se realizam amanhã. Mas já hoje, 97 mil alunos do 9.º ano testam os seus conhecimentos.

A Sociedade Portuguesa de Matemática acredita que o nível das provas de matemática do 12.º deverá ser semelhante ao do ano passado. “Se tivermos o exemplo das provas de aferição realizados, podemos calcular que os exames vão manter-se muito simples”, diz.

As consequências de se colocar uma fasquia mais baixa não são as melhores, garante: “nem os melhores nem os piores alunos beneficiam e depois há os que cancelam a matrícula porque sabem que não precisam de trabalhar tanto nem de ir às aulas”, lamenta.

O Ministério da Educação não possuí dados sobre o número de alunos que não se matricularam. No entanto, fonte da tutela contestou que um eventual aumento se devesse ao facilitismo dos exames: “foram tomadas medidas para melhorar os resultados. Houve mais investimento no sistema, no plano de acção e uma melhoria na qualidade das provas”, disse.

Também Rita Bastos, ex-presidente da Associação dos Professores de Matemática acredita que o nível dos exames do 9.º ano e do 12.º se vai manter. “Não houve grandes mudanças, por isso devem ser acessíveis”. Nuno Crato refere que o grau de exigência das aulas é superior ao dos exames. “A média subiu muito e isto não corresponde a uma melhoria real e nem sequer permite compara resultados dos últimos anos”, frisa.

Mesmo no 9.º ano, teme que “o facilitismo tenha vindo para ficar”. No ano passado, 44,9% obtiveram nota negativa no exame do 9.º ano, muito abaixo dos 72,2% de 2007. A média da matemática A, de 12.º , subiu três valores num ano.

Publicado por: Sestércio | 21 Junho, 2009

Biografia em tempo de campanha

O que vou lendo por estes dias faz-me lembrar a antiga fábula do leão moribundo: até o burro lhe vai dar um coice…

Mas que tem graça, tem.

Excerto da autobiografia de José Sócrates

A primeira vez que percebi que isto podia correr mal foi quando comecei a suar em bica no comício de Coimbra. Tinha saído do Falcon do Zapatero e estava enfiado numa sala miserável, meia vazia, com a temperatura de Tombuktu e o Vital a discursar.

À hora dos telejornais enfrentei as câmaras. O calor era insuportável. Havia ali equipamento de som e de luz capaz de assegurar uma tournée da Beyoncé. Ensaiei a piada sobre a falta de jeito da Ferreira Leite, mas vi logo, pelas palmas forçadas, que ninguém achou graça. Já não sei quem é que me disse que era bom atacá-la, por isso deve ter sido o Santos Silva.

Segui com o ataque àquela ideia absurda de que o país estava falido, despachei o discurso e saí dali com o José Luís, que ainda deve estar a pensar o que veio fazer a Portugal…

No dia seguinte, percebi que aquela coisa do Paulo Rangel andar a dizer que desperdiçámos fundos europeus passava o dia a ser repetida nas televisões. Já o Paulo Portas andava com essa, a atacar o Jaime Silva há mais de um ano. E os jornalistas achavam que deitávamos dinheiro à rua.

A verdade. diziam-me os meus assessores, é que não podia pôr o Jaime Silva a defender-se porque já não acreditavam nele. E parece que o Nunes Correia não se podia explicar porque ninguém sabia que ele era ministro! Quanto mais que era o ministro que geria os fundos…

Na campanha ainda me ri com aquela piada do Pinho sobre a papa Maizena. Mas saiu tudo em defesa do Rangel, o que foi injusto. Se calhar devia mesmo ter remodelado o Pinho no início do ano, mas as pessoas não se lembram que ele me ajudava desde os tempos da oposição.

Na campanha queriam o quê? Que mudasse o rumo e largasse o Aeroporto e o TGV? Nem pensar. Só se tivesse remodelado o Mário Lino. Perdoei-lhe a Ota porque um homem não deixa cair os amigos. Sobretudo os de longa data. O que ele me ajudou nos tempos do Ambiente…

Culparam o Vital, coitado. Atacar o Durão Barroso deve ter sido coisa da Ana Gomes, e a do BPN, qual foi o mal de trazer o caso BPN para a campanha?

Correu mal, o que foi duro para o PS e muito duro para mim. Não merecia. Comecei a campanha a suar em bica e acabei a ouvir o ministro da Cultura a dizer que o resultado era normal! O tipo andou calado um ano e abriu a boca para isto!

Tinham-me dito que ia ganhar com uma campanha à Obama. Mas ganhou o candidato que só fez reuniões tupperware. Aprendi uma lição para a vida: não serve de nada ter assessores que estudaram o Obama se nenhum souber ligar o ar condicionado.

Ricardo Costa

Excerto da autobiografia de José Sócrates

Publicado por: Sestércio | 18 Junho, 2009

Matrículas pela internet

matriculas O Despacho sobre matrículas deste ano lectivo refere que “as matrículas devem ser preferencialmente feitas pela internet”. Já o do ano anterior dizia o mesmo.  Claro que não existe software preparado, nem há forma de verificar documentos ou recolher assinaturas de encarregados de educação. Não há, em suma, nada.

Questionado o Ministério da Educação, eis a resposta:

Ex.mo Professor zzzzz:

Registo as preocupações que refere no seu mail referente à operacionalização das matrículas pela internet, conforme está previsto no Despacho 13170/2009.

Esclareço, no entanto, que o Despacho ao referir “preferencialmente” não obriga neste momento à solução internet. Não chegou até esta data à Direcção Regional qualquer plataforma informática, pelo que sou de opinião, que neste ano lectivo, a Escola implemente a metodologia que habitualmente utiliza.

Com os melhores cumprimentos
XXXxxxXXX
Chefe de Divisão de Planeamento Escolar

Publicado por: Sestércio | 14 Junho, 2009

O grande reformador

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Publicado por: Sestércio | 9 Junho, 2009

É desta…

Publicado por: Sestércio | 8 Junho, 2009

Comentário “plagiado”

Este comentário foi roubado aqui:

Ibn-Harrik, Coimbra

O sofrimento do Sr. Pinto de Sousa é fácil de entender! Imaginou-se o MESSIAS SOCIALISTA, o homem que ía salvar Portugal, melhorar o défice , acabar com o desemprego, reformar as finanças, a educação, a saúde, um plano mais ambicioso que o do Sebastião José ! Tudo lhe saíu ao contrário ! Mas mesmo assim julgando-se, a ele e ao seu partido, uma das 7 Maravilhas portuguesas, nunca imaginou perder contra um partido, para ele decadente, chefiado por uma senhora, que ele pensava ser peça de Museu egípcio ! Mas enganou-se, e o POVÃO preferiu, e vai preferir nas legislativas, quem prometa menos e faça mais !

Publicado por: Sestércio | 7 Junho, 2009

Contributo

Sinto-me feliz por ter dado o meu modestíssimo contributo para derrotar este PS.

Gostei de ver a ML com a sua tradicional bonomia ;) : “Deixe-me passar, faz favor!”

Publicado por: Sestércio | 5 Junho, 2009

Para o dia de reflexão

Concordo que este deve ser a decisão de todos os professores portugueses.

A opinião da APEDE

Muito se tem escrito ultimamente, na blogosfera que apoia a luta dos professores, sobre a necessidade de contribuirmos para a derrota do PS nas próximas eleições, as de 7 de Junho e, acima de tudo, nas eleições para a Assembleia Legislativa.
CONTRA ESTE PS, VOTAR, VOTAR.
Por isso, e já para este dia 7 de Junho, a APEDE apela a que os professores contribuam para o princípio do fim da carreira política de José Sócrates e de quem o tem sustentado.
Também já se ouviram vozes (poucas) que advertem para a necessidade de movimentos e organizações como a APEDE não se envolverem directamente neste combate político, sob pena de perderem a sua independência.


A esse conselho há que responder que a APEDE nunca fará qualquer indicação de voto para as eleições deste ano. Nunca fará, salvo uma:
OS PROFESSORES TÊM A OBRIGAÇÃO MORAL E POLÍTICA DE NÃO VOTAR NESTE PS.
Tal não significa que nos estejamos a envolver na política partidária. Significa, isso sim, que assumimos o envolvimento com uma posição que é política apenas porque nela afirmamos a nossa cidadania.
Acontece que este PS é o primeiro responsável pela profunda crise em que o sistema educativo português está mergulhado.


Deveríamos então abster-nos de apelar a que não se vote PS?
Sucede que este PS espezinhou os direitos e a dignidade profissional dos professores, colocando no Ministério gente que nunca escondeu o desprezo pela classe docente, que usou esse desprezo como arma de arremesso propagandístico, que tudo fez para tornar insuportável o quotidiano profissional dos professores, que multiplicou leis responsáveis pelo caos nas escolas e pela degradação das condições de ensino.

Deveríamos então abster-nos de apelar a que não se vote PS?
Acontece que as próximas eleições, particularmente as legislativas, podem abrir um novo ciclo político capaz de criar condições favoráveis à satisfação das exigências fundamentais que têm mobilizado os professores.
Deveríamos então abster-nos de apelar a que não se vote PS?


Não. Não nos vamos abster. Não nos vamos abster em sentido algum.

Publicado por: Sestércio | 4 Junho, 2009

Criatividade portuguesa

matrajanela

Publicado por: Sestércio | 3 Junho, 2009

Vantagens do 12.º ano

A escolaridade obrigatória de 12 anos, assim instituída por decreto, é um erro. Esta é uma matéria em que é preciso andar ao contrário: primeiro cria-se a necessidade, depois condições e, quando for uma realidade, decreta-se.

O facto de não ser obrigatório era a última arma do professor no ensino secundário. Não queres estar aqui? Vais-te embora que ninguém te obriga. Remédio santo, que escorre agora por cano roto.

12escolaridade

Publicado por: Sestércio | 2 Junho, 2009

Transportes escolares

Um exemplo da Índia.

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